• Ana Luiza de Figueiredo Souza

Reconhecer que precisa de ajuda não é demérito


Pedir ajuda não é das coisas mais simples para mim. Se já pedi um favor ou perguntei alguma informação a você, sinta-se importante. Quando mais nova, eu preferia deduzir logicamente como completar a frase copiada pela metade a perguntar “Ei, o que a professora tinha escrito antes de apagar o quadro?”. Parte disso era timidez, outra parte foi criação e tinha uma parte que achava que pedir ajuda era sinal de fraqueza. Eu devia ser capaz de me resolver por conta própria.


Felizmente a gente amadurece e percebe que a maior mentira que o neoliberalismo conta é a de sermos autossuficientes. Somos coletivo. Tudo que usamos existe porque contou com o empenho de várias pessoas. Nossas atitudes, pensamentos, valores, tudo isso passa pelo contato com as atitudes, pensamentos e valores alheios. Estamos sempre ajudando uns aos outros, mesmo sem nos darmos conta.


Ter a capacidade de pedir ajuda é reconhecer suas limitações e enxergar as pessoas a quem você recorre como empáticas, entendidas em um assunto, confiáveis. Claro que não se trata de abusar da boa vontade alheia. Mas de entender que você não deixa de ter força, inteligência, habilidade ou independência por de vez em quando pedir um conselho, um ombro amigo, uma dica. Ainda mais nesses tempos, não é?


Centro de Valorização à Vida (CVV).


O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone (Ligue 188), e-mail e chat 24 horas todos os dias.


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