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  • Foto do escritorAna Luiza de Figueiredo Souza

Cinco bandeiras vermelhas nos relacionamentos amorosos de mulheres com homens

Atualizado: 30 de jan. de 2023

Mais uma vez o Big Brother Brasil, em sua 23ª edição, é alvo de repercussão midiática envolvendo (por enquanto) um relacionamento abusivo entre dois participantes do reality show. Tal qual em edições anteriores, o abusador é um homem e a vítima é uma mulher. Há uma série de elementos que produzem este cenário em que mulheres constantemente se veem em relacionamentos ruins, em manipulações afetivas e/ou em dinâmicas de controle e violência com os homens que se tornam seus parceiros.


Por isso, com o auxílio das fontes listadas ao final do vídeo, compilei cinco alertas — ou bandeiras vermelhas — que indicam que um relacionamento pode ser abusivo. Assista abaixo e fique à vontade para acessar os canais de ajuda disponibilizados, ou enviá-los a mulheres que possam precisar deles.


Vídeo no Instagram. Vídeo no TikTok.

Canais de ajuda

Para situação que acabou de ocorrer ou está acontecendo: Ligue 190 (Polícia Militar) ou acione a PM do seu respectivo estado via aplicativo (os nomes variam, mas costumam ter "190", então você pode colocar apenas esse número na busca, junto com a UF desejada)

Em casos de necessidade imediata ou socorro rápido (o que inclui agressão física recente ou em curso), é mais adequado ligar para o 190. A ligação é gratuita, podendo ser feita a qualquer momento, inclusive durante finais de semanas e feriados. Se houver flagrante, os policiais podem intervir imediatamente.


Para primeiros socorros: Ligue 192 (SAMU)


Em casos de emergência médica derivada de violência, é mais adequado ligar para o 192. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência realiza o atendimento pré-hospitalar da(s) vítima(s). Também informa às autoridades competentes sobre o tipo de agressão que ocorreu contra ela(s), para que sejam tomadas as devidas providências.


Para situação de violência contínua: Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)

(61) 99656-5008 (WhatsApp)

Aplicativo Proteja Brasil


Em casos de violência por repetição ou suspeita de abuso(s), é mais adequado ligar para o 180. A Central de Atendimento à Mulher funciona 24 horas por dia, inclusive em finais de semanas e feriados. Ela não faz o acionamento imediato da polícia para ir até o local da denúncia. Em vez disso, realiza o encaminhamento para os órgãos competentes e para a equipe psicossocial. As denúncias sobre qualquer tipo de violação contra as mulheres podem ser feitas pela(s) própria(s) vítima(s) ou por terceiros. Também é possível realizar a denúncia de forma anônima.


Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM). Existem várias por estado ou mesmo cidade. Encontre a mais próxima a você nesta planilha, neste mapa (ambos produzidos pelo projeto Um Socorro à Meia-Noite) ou no buscador disponível no site da revista digital AzMina.


Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM). Há vários por estado ou mesmo cidade. Encontre o mais próximo de você no buscador disponível no site do projeto Mapa do Acolhimento. Confira aqui, no site do Senado, os demais serviços especializados de atendimento à mulher disponibilizados pelo poder público.


Justiceiras Oficial: atendimento multidisciplinar on-line e gratuito. Solicite ajuda diretamente neste formulário.


Rede Feminista de Juristas deFEMde: defesa e proteção de pessoas integrantes de grupos minorizados, em especial as mulheres pretas e pardas, indígenas, mulheres trans, população LGBTQIA+, pessoas com deficiência, crianças, adolescentes e idosos, em todos os campos do Direito. Peça ajuda diretamente neste formulário.


Um Socorro à Meia-Noite: conteúdo, listas e orientações úteis. Confira aqui o conjunto de links com material relacionado ao projeto.

Mapa do Acolhimento: atendimento com psicólogas e advogadas voluntárias, além de mapa dos serviços públicos que atendem mulheres. Solicite acolhimento psicológico e/ou jurídico neste formulário.


Instituto Maria da Penha: ONG que oferece orientações e projetos voltados para o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres. Entenda sobre o ciclo da violência neste breve resumo.


Não era Amor: Movimento de Impacto dedicado a oferecer serviços para mulheres, psicólogas e empresas a fim de combater relacionamentos abusivos sofridos pela população feminina.

Conexões que Salvam | ISA.bot: guia e rede de apoio para mulheres vítimas de violência na Internet. Confira o passo a passo de como denunciar as violências sofridas.

SaferNet Brasil |A Internet que a gente faz: orientações para casos de violência on-line. Acesse o canal de denúncias, o guia de como proceder em caso de ameaça de vazamento de nudes e também o canal de ajuda, serviço gratuito com orientações sobre riscos e violações na Internet.


Profissionais cujo trabalho se relaciona à temática e ao combate da violência contra as mulheres

Cristiane Brandão: Coordenadora do Observatório Latino-americano de Justiça em Feminicídio. Docente de Direito Penal e Criminologia da FND/UFRJ UFRJ.


Maria Clara Jobst de Aquino: Pesquisadora e docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos. Pesquisadora do CNPq, nível 2.


Jackeline Aparecida Ferreira Romio: Doutora em Demografia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP. Conduz pesquisa de pós-doutorado em Psicologia Social na USP.


Valeska Zanello: Pesquisadora na área de Saúde Mental e Gênero, sendo professora no Departamento de Psicologia Clínica da UnB.


Maria Carolina El-Huaik Medeiros: Difusora de conhecimento e doutora em Comunicação pela PUC-Rio.


Júlia Cavalcanti Versiani dos Anjos: Pesquisadora da Escola de Comunicação da UFRJ.


Beatriz Della Costa: Cientista social e cofundadora do Instituto Update.


Halana Faria (Ginecologia feminista): Mestre em Ciências pela FSP/ USP.


Yasmin Morais: Fundadora do projeto Vulva Negra, ativista social e graduanda em Jornalismo na UFBA.


As Pensadoras: Comunidade de formação feminista e estudo do pensamento de mulheres.


GP Mulher: Conteúdo acessível sobre diferentes tipos de violência que mulheres sofrem e como se proteger deles.


PEVIGE-UFRJ: Pesquisa e Estudo em Violência de Gênero.


Comunicação, Gênero e Desigualdades - UFSM: Grupo de pesquisa e extensão.


GPEG - Unimontes: Grupo de Pesquisa e Estudos Gênero e Violência.


GVS - USP: Grupo de Pesquisa Gênero, Violência e Saúde.


Priscila Sanches (Terapia Feminista): Por uma psicologia com perspectiva de gênero. Formação em Saúde Mental, Gênero e Sexualidade.


Ana Paula Araújo: Jornalista que investiga cultura do estupro.


Carolina Carvalho (Na terapia com Carol): Psicologia da mulher no patriarcado somada ao feminismo, rumo à independência emocional.


Heloisa Souza: Advogada com posicionamento e atuação feministas, voltada aos direitos das mulheres.


Tayara Maronesi (Psicóloga Feminista): Por uma psicologia com perspectiva de gênero, raça, classe, decolonial.


Coletivo Rendeiras: Instrumentalização de mulheres e psicólogas para questionar os sistemas de valores impostos.


Isabela Freitas: Escritora de autoajuda voltada para relacionamentos amorosos, principalmente de mulheres com homens. Conhecida pela série Não se apega não.


[a crescer]




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