top of page

Mulher má, odiadora de criancinhas

  • Foto do escritor: Ana Luiza de Figueiredo Souza
    Ana Luiza de Figueiredo Souza
  • 26 de mar.
  • 1 min de leitura

Quando uma mulher estabelece limites e recusa o lugar de eterna disponibilidade, ela incomoda. Especialmente se mobiliza atenção pública. O "preço" de ser famosa seria a perda da privacidade, do espaço pessoal e da possibilidade de não participar diretamente de algo que envolve algum de seus fãs.


A avalanche de críticas apressadas após a circulação de conteúdo especulativo sobre a suposta conduta de uma artista revela algo além do escrutínio público severo praticado sobre as mulheres. Também mostra o quanto as pessoas abraçam narrativas que confirmem seus próprios vieses, mesmo quando essas narrativas apresentam furos ou são contestadas pelos envolvidos.


Enquanto isso, condutas comprovadamente predatórias são normalizadas e amenizadas. Afinal, um "homem bom" é aquele que resiste à vi0lência que o patriarcado (branco) o incentiva a usar. Enquanto a "mulher ruim" é a que sai minimamente do roteiro social.


Em tempo: sim, o meme "Fulana de Tal chuta criancinhas" pode fazer rir, mas não deixa de ser a perpetuação de vi0lência simbólica em cima de uma mulher que sequer fez mal a criança alguma.


Sabemos que os principais agressores dos pequenos, muitas vezes, são os que mais os mobilizam em seus discursos (moralistas).



Vídeo no Instagram. Vídeo no TikTok.


Comentários


010-linkedin.png
lattes.png
researchgate.png
academia.png
google scholar.png
orcid.png
001-facebook.png
011-instagram.png
013-twitter.png
logotiktok.png
bottom of page