• Ana Luiza de Figueiredo Souza

A tal da invejinha branda

Atualizado: 5 de abr. de 2021

Todo mundo sente. Todo. Mundo. Sabe a pessoa mais espiritualmente evoluída que você conhece? Até ela, em algum momento, já sentiu uma pontinha de inveja de alguém. É normal. Falhas fazem parte de — e do — ser humano.


Você não deseja que a pessoa sofra nem faz torcida para algo dar errado. O que nos incomoda nas conquistas dos outros é vermos ali algo que nós queríamos, mas, por algum motivo, (ainda) não conseguimos realizar. Você espera que aquilo também aconteça com você, seus planos e sonhos.


Vou ser honesta. Faz tempo que não sinto a danada. E acho que descobri o segredo.


Não tenho motivos para me sentir pior com as conquistas alheias porque eu também estou batalhando pelas minhas. Acabam servindo de inspiração. Olha onde ela ou ele chegou. Se eu me comprometer com essa (ou qualquer) meta, também posso chegar lá.

A serenidade no próprio caminho permite que sejamos generosos. Sorrimos de verdade, queremos os detalhes, damos incentivo, oferecemos ajuda. Nessa rede em que cada um estende a mão àqueles que, sem causarem dano aos outros, buscam colocar os projetos de pé, todo mundo acaba subindo junto. De diferentes formas, ritmos também diversos, mas em direção a dias melhores.


Da próxima vez que aquela fisgada cutucar o ego, a mente, as ideias embaralhadas, se chame num cantinho e pergunte: O que esse sentimento mostra que eu quero? O que estou fazendo para conquistar isso que eu quero?


Às vezes, os sentimentos e emoções que consideramos menos nobres podem nos trazer repostas importantes. Pensando bem, essa prosa rende outro texto.

-----


Gostou desse texto? Acompanhe o Primeira Linha para publicações semelhantes.


Assine a newsletter e receba conteúdo exclusivo.

511 visualizações0 comentário