• Ana Luiza de Figueiredo Souza

Antes de descobrir seu processo criativo

Atualizado: 14 de jun. de 2021

Nas consultorias que realizo, sejam acadêmicas, literárias ou voltadas para a apresentação profissional, muita gente já chega perguntando: como descubro meu processo criativo? Mas essa pergunta pula uma etapa importante. Então eu pergunto: o que inspira você a criar?


Alguns ficam confusos. Como assim, por que está falando disso? Para ajudar na resposta, explico. Em que você sente que vale a pena investir seu processo criativo?


Qual assunto você poderia discutir por horas? Que atividade você conseguiria realizar todos os dias, com ânimo? O que causa curiosidade, interesse, reflexões, prazer, identificação, questionamentos, vontade de entender, esmiuçar, cair de cabeça?


Se você não sabe para onde direcionar sua criatividade — sua potência criativa — pouco adianta criar métodos para "produzir mais e melhor". Produzir o quê, exatamente?


Dia desses conversei com um amigo que contou que, depois de mudar seu objeto de pesquisa, estava empolgado para produzir material sobre o novo objeto. Gosta de falar daquilo, quer aprofundar seus conhecimentos sobre o tópico, acredita que pode contribuir com ele.


Isso vale para a pesquisa, para a literatura e para qualquer trabalho de criação. Comigo, temáticas femininas, relacionadas às questões que mulheres vivenciam, têm esse efeito empolgante, na ciência ou na ficção. Investigar dinâmicas sociais e processos de construção identitária, também. Criar narrativas lúdicas sobre temas que me tocam, idem. Por isso consigo ter bom rendimento, uma produção considerada alta. Eu produzo em cima daquilo que me intriga.


Antes de se empenhar para descobrir qual é o seu processo criativo, responda:


O que mexe com você?


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Confira aqui o post sobre a etapa anterior ao processo criativo em formato compacto.


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