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Complexo do esperma/óvulo dourado

  • Foto do escritor: Ana Luiza de Figueiredo Souza
    Ana Luiza de Figueiredo Souza
  • 13 de jul. de 2021
  • 1 min de leitura

Criei esse termo para explicitar uma dinâmica bastante difundida.


Em culturas pronatalistas, como é o caso brasileiro, o nascimento de crianças é não apenas estimulado, mas considerado muito importante. Capaz, inclusive, de dar sentido à existência de quem se torna pai ou, principalmente, mãe.


Essa cultura faz com que muitas pessoas acreditem que ter filhos biológicos seja um tipo de conquista e que passar adiante a própria genética seria um desejo comum aos outros.


Isso pode resultar em alguns atritos. Por exemplo, quando uma pessoa com essa crença se relaciona com alguém que já tem filhos e exige que eles (o casal) “também tenham os próprios filhos”.


Ou quando tenta convencer alguém a ter filhos para “passar adiante os olhos azuis, o porte, a marquinha no queixo”.


Cabe pontuar que o fator raça se mostra significativo para definir os atributos físicos que valeriam a pena serem geneticamente transmitidos.


Você conhece alguém que sofre do complexo do esperma ou do óvulo dourado?


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Para citar:


FIGUEIREDO SOUZA, Ana Luiza de. Compexo do esperma/óvulo dourado. Nota de rodapé, 17 mar. 2026. Disponível em: https://www.analuizadefigueiredosouza.com.br/post/complexo-do-esperma-ovulo-dourado

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